Barraca Apresenta Processo: FADAS/Cottingley – 1917 Para Os Mais Novos

Por Elsa Furtado (Texto e Fotos)

Cem anos passaram desde que a sociedade londrina se entusiasmou e rendou às Fadas de Cottingley e às duas meninas que as mostraram ao mundo, agora, um século depois Rita Lello recupera este acontecimento inspirando-se nele para a sua mais recente peça teatral na Barraca, destinada aos mais pequenos.

Tudo se passou em 1917, em plena Primeira Guerra Mundial, numa Inglaterra (e Europa) perdida e algo destroçada com a Guerra, à procura de novos ideais e valores e em que o Movimento Teosófico estava em expansão.

Em 1917 duas meninas, Elsie de 16 anos e a sua prima Frances de 10, ganharam notoriedade na Imprensa Britânica pela mão de Arthur Conan Doyle. A ilustrar o seu artigo de natal na revista The Strand, o autor de Sherlock Holmes apresentava ao mundo a primeira fotografia de uma Fada da autoria das duas primas de Cottingley. O Caso das Fadas de Cottingley apaixonou o público e dividiu opiniões na época, e foi várias vezes
revisitado durante o Sec. XX. As 5 fotos tiradas pelas duas meninas durante as férias escolares foram investigadas por especialistas e a sua autenticidade garantida e discutida por peritos e videntes.

Rita Lello, que se deparou com esta história à cerca de 10 anos, encantou-se com ela e quis adaptá-la ao teatro, levando a à cena este ano – o ano do Centenário. Recorrendo ao Teatro Documental, a autora e encenadora conta a história do caso, tal como ela foi apresentada na época, – a de duas meninas que diziam ver fadas e até as conseguiram fotografar, mas ao mesmo tempo, e entre atores, fotografias e vídeos, a autora desvenda um pouco a verdade por detrás deste caso que marcou Londres em 1917.

Embora se fale de fadas, esta não é uma peça a pensar somente nos mais pequenos, e com uma encenação infantilizada, é uma peça que levanta algumas questões e que nos faz pensar, sejamos miúdos ou graúdos, explicou a encenadora à margem do ensaio de imprensa.

No final, o público é convidado a participar num pequeno debate sobre os factos, deixando no ar a questão que marca esta história e também a infância “Afinal, existem ou não fadas?”

O texto e a encenação são de Rita Lello, os figurinos de Maria do Céu Guerra, e em palco a dar vida às personagens estão Adérito Lopes, Sara Rio Frio, Rita Soares e Sónia Barradas.

A peça Processo: FADAS/Cottingley – 1917 é para maiores de 4 anos e vai estar em cena a partir de sábado dia 4 de março, na Sala 2 da Barraca TeatroCinearte, aos sábados às 16h00 e aos domingos às 11h00. Os bilhetes estão à venda no local e custam 8 euros.

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