Armas de Papel, de José Pacheco Pereira, Temas e Debates

capa_A Temas e Debates edita Armas de Papel, de José Pacheco Pereira, um livro com publicações periódicas clandestina e do exílio ligadas a movimentos radicais de esquerda cultural política
(1963-1974).

«A matéria que aqui é estudada, mergulhando nos anos sessenta e setenta do século passado, é também autobiográfica. Conheci de experiência direta, de a escrever, de a fazer, de a imprimir, de a distribuir ?, a imprensa clandestina radical.» «O impulso de revolta, os riscos da ilegalidade, a vida escondida, as tensões subjetivas, morais e éticas desses anos, a política no sentido mais lato de ação cívica pelo bem comum têm a ver com dilemas que sempre estiveram associados à ação e ao pensamento. Isso fica sempre. […] O meu gosto pessoal por aquilo que no passado era conhecido como «erudição» levou-me a complicar o meu trabalho, até ao limite da incompletude e do erro. […]. Mas tal é útil para as bibliotecas, os centros de investigação, os arquivos, que pretendem salvar todo este material, muitas vezes raríssimo, e quase sempre perecível. Uma das minhas intenções foi ajudar essa conservação, fornecendo um inventário que permita aferir coleções, e circunscrever as faltas. […]Tenho consciência de que a história da imprensa clandestina esquerdista e radical nos últimos quinze anos da ditadura começa aqui, mas não acabará aqui. É o que se pretende.»

José Pacheco Pereira nasceu no Porto, em 1949. Envolveu-se em movimentos de oposição ao regime fascista. Fundou no Norte do país o PCP (M-L). Em 1987 foi eleito deputado como independente nas listas do PSD, partido ao qual se juntou formalmente em 1988. Foi deputado durante três mandatos na Assembleia da República e chegou a líder do Grupo Parlamentar do PSD. Em 1999, encabeçou a lista do PSD às eleições para o Parlamento Europeu. Foi vice-presidente do Parlamento Europeu entre 1999 e 2004. É cronista do jornal Público e da revista Sábado, comentador político de televisão. É autor de várias obras, como da Biografia Política de Álvaro Cunhal, os volumes Daniel, o Jovem Revolucionário, Duarte, o Dirigente Clandestino e O Prisioneiro. É atualmente docente do ISCTE.  Recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, concedida pelo Presidente da República Jorge Sampaio.

Armas de Papel, com 508 páginas e à venda por 19,90 euros.

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