Amália, agora em vinho

vinho_amaliaA Fundação Amália Rodrigues e a Herdade das Servas lançaram o vinho Amália. As vendas revertem a favor de três instituições sociais: Fundação AMI, Ajuda de Berço e Cruz Vermelha Portuguesa.

O vinho apresentado resulta de uma produção de 2006, considerado um excele ano. O vinho foi obtido a partir de uvas das castas Touriga Nacional (40%), Aragonês (30%) e Alicante Bouschet (30%), que foram fermentadas em lagares de inox com robot pisador/imersor. Depois envelheceu durante 15 meses em barricas de carvalho francês (70%) e americano (30%) e permaneceu, após engarrafamento, mais 16 meses em garrafa, na cave da Herdade das Servas. Características que lhe conferem uma enorme capacidade de envelhecimento, podendo ser guardado durante os próximos 12 a 15 anos.

Ao todo foram colocadas no mercado (El Corte Inglês, restaurantes e garrafeiras) 10 mil garrafas, em embalagens de duas unidades, com um PVP de 50 euros. Todas elas numeradas, dado ser uma edição limitada.

As receitas reverterão, na sua totalidade, a favor da Fundação AMI, da Ajuda de Berço e da Cruz Vermelha Portuguesa.

Segundo Nelson Tereso, administrador da Fundação Amália Rodrigues, o vinho, tal como o fado, está muito enraizado na cultura portuguesa. Pelo que deveria haver um vinho que honrasse a diva do fado. O contacto com a Herdade das Servas deu-se quando a Fundação soube que a Herdade tinha um lote de 10 mil garrafas que não tinham um destino específico. Sendo que o ano de produção do lote em questão era de excelente qualidade. “2006 Foi um bom ano”, reconhece Luís Mira, director-geral da Herdade das Servas.

As duas entidades chegaram a acordo. A Fundação disponibilizou a marca Amália e a Herdade ficou responsável pela comercialização do vinho.

Infelizmente esta é uma iniciativa que não se repetirá. Pelo menos nestes moldes, dado que já não existe mais produção daquele lote. Lote que já provocou o interesse de um importador norte-americano.

Alexandra Costa / Sentido das Letras

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