Alvalade Medieval levou 15 mil pessoas ao passado

Cerca de 15 mil pessoas terão passado pela 10.ª edição da Feira Medieval de Alvalade, que decorreu entre os dias 14 e 16 de setembro na vila alentejana do interior do concelho de Santiago do Cacém.

“Tivemos ligeiramente mais visitantes do que no ano passado, cerca de 15 mil”, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, Rui Madeira, baseando-se nos números de bilheteira.

Durante três dias, sete ruas e duas praças de Alvalade, no interior do concelho de Santiago do Cacém, viajaram 500 anos no tempo. Artesãos, trovadores, cavaleiros, jogos tradicionais, cortejo régio e danças das arábias, entre “comes e bebes” a condizer, animaram a pequena vila alentejana, onde residem habitualmente cerca de duas mil pessoas e que, nesta altura do ano, multiplica várias vezes a população que circula geralmente pelas ruas.

Ao passar as “portas do tempo”, a entrada na época medieval conduz por diversas ruas, onde os fardos de palha servem de bancos, as mesas são feitas de madeira grossa e os estabelecimentos comerciais são identificados e adornados com “placas a condizer”, em madeira. As bebidas, desde a cerveja, a hidromel, vinho ou ginginha, e as refeições servem-se em copos e pratos de barro. Além das bifanas e entremeadas no prato ou no pão, não faltou a criatividade a alguns restaurantes locais, que apresentaram iguarias originais, como a açorda de perdiz, lebre da mata com feijão branco, coelho selvagem frito “à Comendador”, javali da coutada real ou ainda sopa da floresta com grão de bico e migas de pão escuro.

Este ano, a organização, a cargo das associações locais, apostou no “imaginário medieval”, recuperando várias personagens, como bruxas, feiticeiros e demónios, que faziam parte da crença e da cultura dos povos da época.

A 10.ª edição do certame, que animou a localidade alentejana durante três dias, contou com mais de 400 figurantes, entre população local, voluntários e visitantes.

Pelo certame passaram muitos visitantes locais, mas também de Albufeira, Lisboa, Almada, Seixal, Sesimbra ou Setúbal. “Para a economia local é muito bom”, destacou o presidente da autarquia, lamentando contudo a falta de alojamento em Alvalade.

Mas a celebração dos 502 anos da atribuição do Foral Manuelino à vila de Alvalade não fica por aqui. No Dia do Foral, assinalado a 20 de setembro, pelas 21h00, vai ser inaugurada uma exposição que faz uma retrospetiva dos 10 anos do certame, sob o tema “Viagem num tempo Medieval”.

Por Ângela Nobre no Litoral Alentejano

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