Álbum histórico dos U2 – Achtung Baby é reeditado 20 anos depois

Foi há 20 anos (a 19 de novembro) que o quarteto fantástico quarteto irlandês gravou, num estúdio em Berlim, aquele que é considerado por muitos como o melhor álbum dos U2 –  Achtung Baby, que vendeu mais de 18 milhões de cópias, para assinalar a data, a editora Universal reedita agora uma nova versão, que comemora as duas décadas da efeméride.

No âmbito das celebrações foram lançadas cinco versões (com preços a partir dos 18 euros) em CD, duplo CD com um disco de remisturas e os lados B dos cinco singles e uma versão especial de quatro discos em vinil. Para os maiores fãs e coleccionadores, as edições Super Deluxe (112 euros) e Uber Deluxe (391 euros) oferecem ainda o álbum Zooropa, três CDs extra, uma versão jardim-escola de Achtung Baby e quatro DVDs que incluem o novo documentário, From The Sky Down, uma produção, dirigida por Davis Guggenheim, que mostra o reencontro da banda este ano, para ensaiar as canções de Achtung Baby. A reunião serve para desfiar memórias, lembrar o arranque da carreira e os problemas pessoais.

Achtung Baby foi o sétimo álbum de estúdio da banda de rock irlandesa. Produzido por Daniel Lanois e Brian Eno, foi lançado em 1991 pela editora Island Records e representou um ponto de viragem, depois dos U2 terem sido bastante criticados pelo seu álbum de 1988, Rattle and Hum. Tematicamente, o álbum é mais obscuro, mais introspectivo e por vezes mais irreverente do que os trabalhos anteriores da banda, incorporando influências de rock alternativo, música industrial e dance music.

Em Berlim, no Hansa Studios, durante seis meses, Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen criaram obras que ainda hoje são ouvidas nos quatro cantos do mundo. Achtung Baby tem faixas como “One” ou “Misterious Ways”, músicas que se tornaram imortais para todos os fãs da banda nascida na Irlanda, em 1976.

A tournée que se seguiu ao álbum, a Zoo TV Tour, primou pelos jogos de multimédia intensiva, que foram fundamentais para a reinvenção do grupo na década de ‘90, tendo contribuido para que a imagem séria que a banda tinha junto do público se tornasse mais leve.

Agora, 20 anos depois, uma reedição da obra é lançada numa altura em que o próprio Bono questiona o futuro da banda. Para o vocalista, os U2 “têm de criar algo relevante, como fizeram sempre durante os últimos 20 anos”. De outra forma, Bono parece conformado com um possível fim de uma das melhores bandas rock de todos os tempos. Para muitos, a melhor de sempre.

Texto de Cristina Alves

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