Exposição sobre os Açores patente em Lisboa

Passados dois anos da sua estreia em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira (Açores) e depois de ter passado por Paris, “Meteorologia para Piano – duplicidade e cumplicidade” está em Lisboa. O projecto cultural, com exposição de pintura e concerto de piano, assinado pelo artista plástico Manuel d’ Olivares (Paulo Dias) e pelo pianista Miran Devetak, está agora no Instituto Franco-Português (IFP), onde ficará patente ao público até dia 21 de Maio.

“Meteorologia para Piano – duplicidade e cumplicidade” tem, como referência, a dupla abordagem da pintura e da música em que D´ Olivares apresenta obras de pintura sobre tela, simulando troços de parede,  fragmentos de cartazes sobrepostos e deteriorados pelo tempo, com referências à meteorologia dos Açores. A sua inspiração provém dos registos e memórias da sua infância passada na Terceira, que são cúmplices com os temas que Miran Devetak interpreta ao piano, também eles inspirados na meteorologia e em elementos da natureza, como: a  água, o fogo, as tempestades, os mares, e paisagens de céu e terra.

“Se por um lado existe duplicidade entre a música e a pintura, também há cumplicidade entre a pintura e a música, a música e os elementos da natureza, a pintura e as paisagens, a cultura e tradições açorianas. Tudo isto sem esquecer a cumplicidade entre todos estes elementos e os elementos urbanos das grandes cidades onde vivem: os cartazes publicitários, bem como a referência aos grafittis, como é o caso do “stencil” da coroa do Espírito Santo que aparece na obra Ce qu’a vu le vent d’Ouest“, afirma a produção em comunicado.

Nas palavras de Manuel d’ Olivares e Miran Devetak, “este project nasceu após uma viagem que fizeram juntos aos Açores. Confrontados com os elementos da meteorologia, que nas ilhas mudam constantemente e os elementos das forças da Natureza, aí tão presentes, lembraram-se que seria interessante fazer algo relacionado com o tema, mais ainda quando os Açores, são constantemente mencionados nos boletins meteorológicos das grandes cidades onde vivem através da referência ao Anticiclone dos Açores”.

Uma visão única dos Açores, “de um Português que vive em Barcelona, e de um Esloveno, nascido em Itália, a viver em Paris”, dando a conhecer ao mundo, de forma criativa, a nossa cultura e as nossas tradições.

A exposição tem entrada gratuita e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9hoo às 21hoo, no Instituto Franco Português, na rua Luís Bivar em Lisboa.

Por Cristina Alves
Foto Cascata de Elsa Furtado

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