A história de “Hannah e Martin” em cena no Teatro Aberto

A peça Hannah e Martin, da autoria de Kate Fodor, encontra-se em cena no Teatro Aberto, até  dia 28 de Fevereiro, numa encenação de João Lourenço, com as participações de Ana Padrão, Cátia Ribeiro, Cristóvão Campos, Diogo Mesquita, Francisco Pestana, Irene Cruz, Luís Alberto, Maria Ana Bernauer e Rui Mendes.

O texto fala de política, de filosofia, das vidas e dos encontros de dois importantes intelectuais do século XX: a brilhante politóloga Hannah Arendt (1906-1975) e o proeminente filósofo Martin Heidegger (1889-1976).

A peça reflecte sobre algumas das questões essenciais ao ser humano, com uma encenação que “apresenta uma fusão entre a linguagem teatral e a comunicação audiovisual, confrontando o espectador com uma pluridimensionalidade temporal através de projecções vídeo, que criam profundidade e informam sobre um passado histórico que se torna presente no palco; dialecticamente, os actores em cena são as personagens no ecrã, projecções de si-mesmos”, descreve o Teatro Aberto em comunicado.

A história centra-se na relação amorosa e intelectual de Hannah Arendt e Martin Heidegger, dois dos pensadores mais importantes na filosofia do século XX. Hannah é encarnada pela actriz Ana Padrão, enquanto Martin é interpretado por Rui Mendes. Hannah é judia e Martin, um dos mais conceituados homens do mundo académico alemão, terá sido, ou não, nazi?

Essa é uma das dúvidas que perpassam a peça, que reflecte a evolução da relação entre os dois protagonistas que, depois de se envolveram amorosamente na década de 30, se encontram na Alemanha do Pós-Guerra quando Hannah é convidada a escrever sobre os julgamentos de Nuremberga e Martin se encontra descredibilizado por se ter associado ao regime Nazi.

“Na faculdade, ele (é) professor e ela aluna e, mais tarde, durante os julgamentos de Nuremberga, ele (é) antigo reitor da Universidade de Freiburg (pilar da educação Nazi) e ela uma filósofa judia reconhecida internacionalmente.”

João Lourenço assina a versão, a encenação, a realização vídeo e o cenário. Vera San Payo de Lemos é responsável pela dramaturgia e assina também a versão.

As sessões decorrerão na Sala Vermelha do Teatro Aberto, de quarta-feira a sábado, às 21h30, e aos domingos às 16h00.

Os bilhetes custam 15 euros, 7,50 euros até aos até 25 anos e 12 euros para mais de 65 anos.

Por Cristina Alves
Fotos gentilmente cedidas pelo Teatro Aberto

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