A Flor do Cacto convida à boa disposição no Politeama em Lisboa

Reportagem de Elsa Furtado (texto) e Sara Santos (fotos)

Uma peça divertida, cativante e com um elenco de luxo são algumas das características de Flor do Cacto, o mais recente espetáculo encenado por Filipe La Féria, em cena no Teatro Politeama, em Lisboa.

Nela, La Féria volta a juntar como casal protagonista Rita Ribeiro e Carlos Quintas, que mais uma vez voltam a dar mostras do seu talento e da sua experiência na arte de representar. De regresso às lides cómico-românticas de palco está o veterano Vítor Espadinha, tal como Helena Rocha, que tem vindo também a integrar os últimos trabalhos do encenador.

Nos papéis mais jovens, o público encontra por exemplo Hugo Rendas e Patrícia Resende, Bernardo Vasconcelos e Neuza Campos.

Adaptada aos dias de hoje e à realidade lisboeta, A Flor do Cacto proporciona ao público cerca de duas horas e meia de pura diversão, em que os próprios atores também se divertem e não coíbem de o demonstrar e partilhar.

A estória começa numa água-furtada de um velho edifício, no Bairro Alto em Lisboa, aqui vamos encontrar uma jovem e desgostosa Mitó, disposta a por fim à própria vida e ao jovem e arrojado Igor, um aspirante a ator, que mora na casa do lado, que ao sentir o cheiro a gás, parte uma janela, e entra pela casa da jovem adentro, salvando-lhe a vida, a partir daqui as peripécias começam.

Um maduro e namoradeiro dentista de nome Júlio Cortês – divertidamente interpretado por Carlos Quintas, também chamado de Juju é o protagonista masculino de toda a trama, namora com a jovem Mitó, bastante mais nova, mas não se quer comprometer, como desculpa inventa uma mulher e dois filhos, que não existem e que a dada altura vai ter de apresentar.

Para o salvar da embrulhada em que se meteu, o médico recorre à fiel e sempre presente Irene, a sua eficiente enfermeira – brilhantemente interpretada por Rita Ribeiro, o que só vem ainda mais complicar a situação.


Completam este quadro, já de si hilariante, um deputado pinga-amor – Vítor Espadinha, uma socialite já de certa idade, mas cheia de vida e toda “fresca” – Helena Rocha, um amigo interesseiro dos tempos da tropa e a sua namorada “top-model”, e para rematar, os amorosos e inteligentes sobrinhos de Irene.

A confusão está lançada, e é entre piadas e situações mais ou menos caricatas, que o espetador acompanha o desenrolar desta trapalhada romântica, ao jeito das boas comédias de outros tempos, em que as situações mais simples nos fazem desatar a rir, às vezes de forma tão contagiante, que nem os atores resistem.

Mais um sucesso com a assinatura de La Féria, com destaque para as brilhantes interpretações da dupla Quintas-Ribeiro.

Os espetáculos decorrem de quarta a sábado, às 21h30 e às 17h00, ao sábado e domingo. Para a peça que se segue, o encenador anunciou já a produção de Evita, de Andrew Lloyd Weber, ao melhor estilo da Broadway e de Hollywood.

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