360 Ciência Descoberta é a nova exposição da Fundação Calouste Gulbenkian

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Por Joana Resende

360 Ciência Descoberta é a nova exposição da galeria de exposições temporárias da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que pode ser vista a partir de amanhã.

O comissário da exposição é Henrique Leitão, investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia da Faculdade de Ciências, e explica que 360 Ciência Descoberta fala sobre a ciência portuguesa e espanhola no período dos Descobrimentos, nos séculos XV e XVI, e comporta um bocadinho de tudo: botânica, zoologia, farmacopeia, cartografia, astronomia, navegação, matemática, instrumentos, entre outros temas.

O objetivo primeiro é o de dar a conhecer ao público português alguns aspetos científicos e técnicos ligados às visitas oceânicas feitas por portugueses e espanhóis mas também os resultados da mais recente historiografia sobre o assunto. A exposição pretende também fazer luz sobre uma página mal conhecida da História na qual portugueses e espanhóis surgem como precursores da ciência moderna do século XVII, durante o período das grandes navegações oceânicas.

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Apresenta-se desenvolvida em seis núcleos: “O Saber pela Palavra”, dedicado ao mundo medieval em que o saber está estabilizado e em que não existe interação entre os artesãos e os eruditos; “O espanto da Novidade”, que surge com um enorme fascínio pela natureza, trazendo a botânica, animais novos, especiarias provenientes do Oriente e da América; “Do Mediterrâneo ao Mundo todo”, com o conhecimento  da Terra a 360º graças à cartografia de portugueses e espanhóis que cartografaram as costas de todo o planeta; “Cada estrela é um Número” – mostra a necessidade de aperfeiçoar instrumentos para medir os céus e tendo as estrelas como referência; surgem assim os astrolábios, as cartas com a marcação da latitude, a matemática; de destacar nesta exposição o único manuscrito conhecido do matemático Pedro Nunes. Planear: a gestão do saber, com o surgimento das instituições que vão ajudar a planear, estruturar e instruir, documentando as viagens de forma a fornecer cada vez mais informação aos próximos navegadores; “Do Mundo Novo, uma Ciência Nova” em que a experiência da novidade se tornou habitual, veiculando-se novidades credíveis para toda a Europa. A viagem marítima passa a ser a metáfora para o crescimento do conhecimento científico, conforme é retratado numa folha de rosto de um livro do chanceler de Inglaterra, Francis Bacon.

360 Ciência Descoberta estará patente ao público entre 2 de março e dia 2 de junho, de terça a domingo das 10h00 às 18h00. De realçar ainda que o Serviço Descobrir da Fundação preparou um programa de atividades bastante extenso para os mais pequenos que poderá ser consultado no site. Existem também várias visitas guiadas programadas assim como outro tipo de atividades organizadas e conferências, todas elas desenvolvidas em parceria com o Museu da Marinha, o Museu da Farmácia e o Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

 

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