2º dia de Delta Tejo foi marcado por festa grande e música para todos os gostos

Reportagem de Elsa Furtado (texto) e Sara Santos (fotos)

O 2º dia do Delta Tejo foi de festa, com a celebração dos 50 anos da marca de café, com sede no Alentejo, a presença de cerca de 1500 colaboradores da empresa e cerca de 17 000 festivaleiros no total, segundo dados da organização.

Para este 2º dia, habitualmente dedicado às vozes femininas, esperavam-se algumas surpresas e uma grande afluência de público, uma vez que o cartaz convidava a isso, com nomes como Aurea ou Nelly Furtado, e o público não desapontou.

Ao contrário do primeiro dia, os festivaleiros começaram a encher o recinto mais cedo, para assistir ao primeiro concerto da noite, que estava marcado para as 20h00, o que aconteceu quase pontualmente, quando a nigeriana ASA surgiu em palco, e com a sua voz suave embalou e encantou o público presente, com alguns dos temas dos seus mais recentes trabalhos, como Beautiful Imperfection.

O concerto que se seguiu estava marcado para o Palco Santa Casa, um homem, ou melhor vários, em roda trouxeram os sons do Brasil, em ritmo mais suave, Rodrigo Maranhão, foi o protagonista de uma “roda” de amigos, em que não faltou sequer uma guitarra portuguesa, que contou com a presença de António Zambujo, e juntos interpretaram alguns temas, como  “Quase um Fado”, que integra os álbuns dos dois artistas, numa combinação harmoniosa de fado, samba e “xorinho”, que muito agradaram ao público presente, que cantou, dançou e bateu palmas.

Muito animado e divertido foi sem dúvida alguma o concerto dos Clã, que este ano subiram ao Palco Delta e deram um verdadeiro show, com uma Manuela Azevedo sempre bem disposta e elétrica, que pôs o público todo a dançar e a cantar ao som de temas do mais recente trabalho da banda, Disco Voador, como “Embeiçados” e outros temas mais antigos, como “Sexto Andar” e “Tira a Teima” da autoria de Carlos Tê.

Entretanto, no Palco Santa Casa, já uma multidão de jovens fãs gritava ansiosa por Lúcia Moniz, que surgiu um pouco depois da hora marcada, e para surpresa do público dirigiu-se para um dos pianos montados no palco, para interpretar o single do seu mais recente trabalho, Fio de Luz, “Play a Sound to Me”, depois foi um desfilar de êxitos, quer em português, quer em inglês, como “Chuva”, “Dizer Que Não”, “A Vida Segue Lá Fora”, “Sem mapa nem céu” e “Como um fio de Luz”, sempre com direito a palmas e a acompanhamento pelo público, que enchia a tenda.

Mas um dos momentos mais esperados da noite fazia-se junto ao palco Delta, e foi ao jeito das grandes estrelas internacionais, de roxo vestida, que Aurea entrou em palco, no meio de aplausos, naquel que foi considerado para muitos como o “grande concerto da noite”.

Uma das mais recentes revelações da música nacional e dona de uma voz potente e cheia de força, esta jovem portuguesa, encantou o Delta com o seu “soul”, ao melhor estilo das grandes cantoras americanas, interpretando temas como “Don´t Ya Say It”, “Dreaming Alive”, “Heading Back Home”, “No no No no”, “Okay Alright”, “The Main Things About Me”.

Para o fim da sua atuação estava guardado um dos momentos mais emotivos da noite, com a subida ao palco do comendador Rui Nabeiro e Luiz Montez, e em que se cantou a Delta os “Parabéns a Você”, com direito a bolo de anos e tudo.

Depois foi a vez da Orquestra Contemporânea de Olinda animar e por a dançar o Palco Santa Casa, ao som dos ritmos brasileiros, no último concerto agendado para esta área.

Grande prometia ser, e foi, o concerto da luso-descendente Nelly Furtado, marcado para o palco Delta, que começou cerca da 00h20. A cantora estava animada, dirigiu-se ao público algumas vezes em português, apresentou algumas surpresas e não gorou as expetativas dos fãs, que a acompanharam de braços no ar, e em coro, nos temas mais conhecidos como, “Sou como uma Força”, “I´m like a Bird”, numa versão que incluiu o tema “Não Voltarei a ser fiel” dos Santos e Pecadores.

 

Depois foi a vez das convidadas subirem ao palco, primeiro Lúcia Moniz, também ela uma “descendente” dos Açores e que foi muito aplaudida pelo público, e cantarem “All Good Things (Come To An End)” e depois novo dueto “Try”, desta vez com Sara Tavares. Seguiram-se os ritmos latinos, como “Manos Al Aire”, entre outros, que animaram o público, para o fim ficou “Maneater”, outro tema conhecido.
A festa encerrou no Beck’ Stage ao som dos “pratos” de Isilda Sanches. Para hoje a noite promete aquecer, ao som dos ritmos brasileiros, como já vem sendo habitual neste festival multicultural e que aposta na música dos países produtores de café.

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