14ª Edição Do Festival Terras Sem Sombra Arranca A 17 De Fevereiro Em Vila de Frades

A 14ª edição do Festival Terras Sem Sombra arranca a 17 de fevereiro na igreja de S. Cucufate, em Vila de Frades, e tem como país convidado a Hungria. Para além deste país, a programação inclui ainda compositores dos Estados Unidos da América e Espanha. 

Mantendo o seu espírito itinerante, os concertos da edição de 2018 vão decorrer na Vidigueira, Sines, Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Mértola, Beja, Barrancos e Elvas (duas novidades neste festival), entre fevereiro e julho e a direcção artística volta a ser do crítico musical Juan Ángel Vela del Campo.

A programação da 14ª edição, que tem como mote “Aproximando o Distante: Tradição e Vanguarda na Música Europeia (Séculos XVI-XX!)”, começa no dia 17 de fevereiro, em Vila de Frades, com um concerto às 21h30, na Igreja Matriz de São Cucufate: O vos omnes: Música Sacra Húngara dos séculos XIX – XXI, pelo coro de câmara húngaro Vaszy Viktor, dirigido pelo maestro Sándor Gyüdi.

No dia 3 de março, o concerto tem lugar em Serpa, pelas 21h30: Musibéria Longe, Mas Perto: As Canções Populares Húngaras, de Fernando Lopes-Graça e a Tradição Magiar, com a cantora lírica Cátia Moreso e os cantores magiares Hanga Kacksó e Áron Vára, acompanhados pelo pianista Nuno Vieira de Almeida, e por Béla Szerényi, em sanfona, flauta e “tárogató”.

No dia 17 de março, em Odemira, na igreja da Misericórdia, tem lugar o concerto Hoje, Amanhã: Obras de Carrapatoso, Kodály e Chopin, pelo Viena Piano Trio.

Em abril, o primeiro concerto está marcado para dia 14, às 21h30, na Igreja Matriz de Nossa Senhora Entre-as- Vinhas em Mértola: Aos Quatro Ventos: Referências Musicais dos Séculos XIX a XXI na Europa Central.

Dia 28 de abril, é a vez da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção em Ferreira do Alentejo acolher o concerto: Um Roteiro de Sentimentos: Entre Bach e Bolcom, pela pianista norte-americana Pauline Yang.

Em maio, o primeiro concerto tem lugar a 5 de maio, na Igreja Matriz de Santa Maria em Beja: O Canto na Ilha da Liberdade: Vozes Corsas. E no dia 19 é a vez da Igreja de Nossa Senhora da Assunção em Elvas acolher o concerto Guerra e Paz: O Clarim na Música Barroca Europeia.

Segue-se Barrancos, a 2 de junho, com o concerto All’Ongarese: Das Estepes Húngaras aos Salões Barrocos, às 21h30 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. E no dia 16, às 21h30, no Centro das Artes em Sines, tem lugar o concerto Sob a Mesma Árvore: Liszt e Vianna da Motta.

No dia 30 de junho, às 21h30, a Igreja Matriz de Santiago Maior, em Santiago do Cacém, acolhe o concerto Fragmentos Vitais: Kurtág e a Sua Circunstância, com a soprano Andrea Brassós Jörös acompanhada por Máté Soós, no violino, Péter Kiss, no piano, e Péter Szücks, no clarinete.

E a encerrar a edição deste ano, no dia 7 de julho, em Sines, no Centro das Artes, terá lugar a entrega do Prémio Internacional Terras Sem Sombra.

Paralelamente à programação musical, a valorização do património e da salvaguarda da biodiversidade ganham mais relevo nesta edição, com uma programação que abre as portas de Quintas, Conventos, Moinhos, Adegas e Herdades entre outros locais de património material e imaterial, como iniciativas sobre soror Mariana Alcoforado, em Beja, a arte manuelina do convento de Santo António, em Serpa, a antiga vila de Noudar, em Barrancos, ou a proposta de um panteão para Vasco da Gama, no convento de N. S. das Relíquias, na Vidigueira, visitas a vinhas, observação de aves.

Em destaque nesta edição vai estar o Vinho Branco de Talha de Uvas de Vinhas Centenárias – Diogo Fernandes, produzido pela Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, composto por uvas das castas Antão Vaz, Roupeiro, Manteúdo, Diagalves, Larião e Perrum.

Todos os concertos e iniciativas têm acesso gratuito.

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